Terceira noite do 68º Festival Folclórico do Amazonas no Centro Cultural dos Povos da Amazônia reuniu grupos de dança regionais e uma feira com 70 barracas neste domingo, 7/6.
O 68º Festival Folclórico do Amazonas movimentou o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), no bairro Distrito Industrial, zona Sul de Manaus, na noite de domingo, 7/6. Realizado pela Prefeitura de Manaus por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), o evento apresentou quadrilhas, cangaços, cirandas e outras danças regionais e segue até o dia 20/6.
Representação institucional
Segundo o diretor do Museu da Cidade de Manaus (Muma), Leonardo Novellino, representando a ManausCult, a iniciativa valoriza o patrimônio imaterial local. “É o terceiro dia de muita alegria e muita tradição. Afinal de contas, são 68 anos do nosso festival. E esse solo sagrado aqui, conhecido popularmente como Bola da Suframa, valoriza o nosso patrimônio histórico imaterial: a música do Amazonas, a dança, os imigrantes, a culinária. Então, o povo vem numa imersão cultural, e é muita alegria receber todo mundo aqui”, declarou.
Apresentações e participantes
Um dos primeiros grupos a se apresentar na terceira noite foi o Cangaceiros de Thianguá. O brincante Nivaldo Ferreira, de 59 anos, disse que foi emocionante voltar à arena após anos fora do festival: “A gente ficou 26 anos sem estar no folclore. Agora voltamos, estamos emocionados e dançamos bem. O ‘Cangaceiro de Thianguá’ mostrou mais uma vez que está aí para ganhar. Estamos na luta, vamos ver aí os nossos concorrentes e vamos para frente. Que se Deus quiser, a gente leva esse campeonato”.
A emoção também marcou a apresentação do grupo Lampião, o Rei do Sertão. A coordenadora Rita Cardoso, de 60 anos, afirmou que a performance resultou de esforço da equipe: “Estou arrepiada dos pés da cabeça, nesse exato minuto. É uma emoção. É muito bom a gente ver um sonho se realizar, e esse aqui é um sonho que está se realizando. Foi choro, foi guerra, foi luta, mas nós vencemos”.
A brincante Geisemara Caldas, integrante da equipe vind a de Autazes, a 117 quilômetros de Manaus, afirmou que se organizou para participar com o grupo: “Estou muito feliz. E, em primeiro lugar, quero agradecer ao senhor Mauro, que não mediu esforços para nos trazer da cidade de Autazes para participar desse grande evento. Para nós é uma honra participar aqui”.
Economia criativa
Além das apresentações folclóricas, o festival conta com uma feira gastronômica distribuída no perímetro do centro cultural, reunindo 70 barracas. O auxiliar de Comércio Informal da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Idelson Ferreira, explicou que fiscalizações estão sendo feitas durante o evento para garantir organização e qualidade: “O nosso trabalho visa manter a organização com os empreendedores que estão trabalhando, garantindo que as vendas sejam feitas por quem está regular. Nós estamos aqui para organizar”.
Empreendedores presentes destacaram o impacto econômico do festival. O vendedor Williams Almeida, de 40 anos, agradeceu à prefeitura pela oportunidade, dizendo que o evento gera renda extra e emprego para pequenos comerciantes. A confeiteira Eliane Rodrigues, de 49 anos, também comentou sobre a importância do período junino para aumentar a renda: “É uma oportunidade que nós temos para a gente aumentar nossa renda. O período junino é uma época muito boa de ganhar dinheiro, uma época maravilhosa em relação ao festival”.
Com a realização do festival, a Prefeitura de Manaus busca valorizar as manifestações folclóricas da região, impulsionar a economia criativa, gerar oportunidades de renda para empreendedores locais e fortalecer o calendário cultural da capital amazonense.
Texto – Emile Sousa/Semcom
Fotos – Antonio Pereira/Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjCVZ3j
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Publicado em: 07/06/2026 às 23:54

